sexta-feira, 9 de março de 2012

“O Brasil não é um país a ser levado a sério” nem com um “chute no traseiro”.


Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deveria colocar como nome social em seu crachá “Aldo chute no Rabelo”.
Depois de todo o atropelo causado por Jérôme Valcke, dizendo que deveríamos tomar um chute no traseiro por conta dos atrasos, o Sr Ministro do Esporte afirmou que não o reconheceria mais Valcke, mas ao que parece, as coisas mudaram de rumo.
Pensei que havíamos mudado, senti uma certa firmeza (?)  por parte do governo em defender nossa honra e soberania nacional quando houve o episódio acima; mero engano... A Lei da Copa, foi plenamente aprovada como os novos “donos” do Brasil queriam... E nosso honra e soberania, jogados para “debaixo do tapete”.
Mais uma vez, como disse uma vez Charles de Gaulle “O Brasil não é um país a ser levado a sério”, e acrescentando agora, nem com um “chute no traseiro”.

Ronaldo, o ministro do Esporte Aldo Rebelo e o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, em Brasília, em janeiro
Foto: Sergio Lima-16.jan.2012/Folhapress - 

quinta-feira, 1 de março de 2012

GCM se nega a ajudar criança que estava sendo espancada

Aconteceu agora a tarde e COMIGO! Ninguém me contou, sou testemunha ocular e disponível para comparecer a qualquer lugar e denunciar!

Saí da Secretaria de Cultura em direção à estação Luz quando vi na minha frente um oriental (não conseguía discernir se era chinês ou coreano) estapeando na cara uma criança que não deveria ter mais de 5 anos!
Pensei em voar no pescoço dele, mas o bom senso me disse para atravessar a rua e avisar a GCM (Estavam com uma estação móvel ali junto à entrada do metrô).
Corrí e avisei um dos policiais que estava no celular (e no celular ficou...um tal de sd. Braconi), avisei então ao soldado Bento que me disse: "-Nada podemos fazer, deve ser o pai dele!"... Abismado perguntei "-Como assim? O fato de ser pai pode espancar uma criança de 5 anos?", sua resposta foi um chacoalhar de ombros de indiferença. 'Puto nas calças' avisei que iria avisar a Corregedoria da GCM e marquei seus nomes e o nº da viatura, placa e horário:

Sd Bento
Sd Braconi
Viatura P70352
Placa GCM 0668
01/03/2012 às 17h50min
Quando meu viu anotando pediu meu nome completo que disse na lata.

Agora me diga, que segurança pública temos? Será que teremos saudades da ROTA que quando pegava um sujeito desse (vulgo pai) que talvez não aparecesse? Será que esses policiais não tiveram 5 anos? Ou falta eles tomarem tapa na cara pra saberem o qual dolorido e humilhante isso é?

Estou revoltado e chocado!

- 02/03/2012 @ 08h05min - entrei em contato com o Disk 100 (Secretaria de Defesa dos Direitos Humanos) e me informaram para entrar em contato com o MP de SP pelos fones 3119-9076/77/78 - Vou entrar com denúncia contra esses policiais. Enviado e-mail para o MP notificando o ocorrido.
05/03/2012 @ 14horas - MP notificado pessoalmente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Parabéns Mocidade Alegre pelo título de 2012

Não posso deixar de parabenizar a Mocidade Alegre pelo título de 2012, sua apresentação no Sambódromo de São Paulo foi simplesmente maravilhosa.
Sinto somente pelo vexame causado por algumas pessoas na apuração.
Agora, vexame mesmo será se nada for realmente apurado e jogado tudo por 'debaixo do tapete' como aparentemente irá ocorrer.
Me expliquem uma coisa, como podem (depois de todo o estardalhaço) somente 2 pessoas presas? As imagens são claras em mostrar diversas pessoas depredando as instalações do Sambódromo (inclusive integrantes da Camisa Verde e Branco) e não foram detidos.
Imagens vergonhosas de integrantes da Gaviões da Fiel depredando tudo o que estava em seu caminho e com uma acusação da Pérola Negra que foram integrantes da Gaviões quem incendiaram um de seus carros alegóricos.
Ouvi hoje numa transmissão da CBN onde o prefeito de São Paulo, Sr. Gilberto Kassab, informou que irá se fazer algo contra uma agremiação somente se forem comprovados que diretores das escolas e essas explicitamente forem organizadoras da baderna... Ora... Claro... As escolas que aprontaram vão, com certeza, levantar o braço e dizer "Eu sou culpada!".
Aliás, essa história já está ficando batida, afinal, todos os anos tem-se esse mesmo problema. Ano passado eu expus aqui no meu blog alguns problemas que houveram na apuração (Claro que não foi a mesma coisa, mas problemas com a Gaviões novamente, veja em http://bit.ly/gFRJTv ).
Estou ainda chocado pelas imagens de ontem e descrente que algo realmente será feito, espero estar errado.
De qualquer forma, parabéns Mocidade Alegre pelo título de 2012!


O rufar do tambor vai ecoar                                                                                       
Tenho sangue guerreiro, sou Mocidade!              
A luz de Ifá vai me guiar
Ojuobá espalha axé, felicidade! 
Kaô kabecile
Kaô, meu Pai Xangô!
Ouça o clamor de Ojuobá
É fogo! É trovão! É justiça!
E assim, cruzando o mar de Yemanjá
Aponta o seu oxé a nos guiar
Raiou o sol da liberdade a quebrar correntes
E nessa terra o negro vence
Com a proteção do rei de Oyó
Contra o preconceito ao seu povo
Conduz a mão que escreve um mundo novo
No Pelô... Salve a Bahia de São Salvador
Eu vou à capoeira, meu amor                                                                                     
Morada dos milagres, devoção e fé
Um grito de igualdade... Axé!
É magia...
Na mistura de raças surgiu
A pele morena, linda é a cor do Brasil
Na crença, um traço cultural
E pelas ruas o povo a cantar
É arte popular que faz emocionar, o Afoxé a embalar
No Ylê a sua luz brilhou
A mão de Mãe Senhora o consagrou
Eternizado, é coroado Obá de Xangô
Jorge... Orgulho da nação
Amado... Em cada coração
Feliz, o povo canta em oração!


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O que dizer? Muito Obrigado STF por manter aberto o Judiciário...

Tenho que dar a mão à palmatória. Eu não acreditava, sinceramente, que o CNJ fosse sair vencedor. Mas saiu.
Agradeço muito aos Exmos. Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ayres Brito, Cármen Lúcia e José Dias Toffoli. Agradeço todo o empenho da OAB
Me envergonho dos Exmos (?) Ministros Marco Aurélio Mello (Uma decepção enorme), Luiz Fux (outro a quem tinha confiança cega, como a justiça), Ricardo Lewandowski, Celso Mello e Cezar Peluso.
Esses últimos, como vampiros em suas capas negras quiseram matar o CNJ, a única e heróica voz da democracia, frente ao intocável, todo-poderoso, Olimpo da razão: O Poder Judiciário do Brasil.

Abaixo segue o texto publicado pelo UOL, vale a pena ler e comemorar. Agora sim, a democracia tem mais uma voz... E não se engane Exmo Ministro Cezar Peluso, a nação não é suicida... Seria, se mantivessem os magistrados corruptos da nação, como os mafiosos italianos nos EUA no século passado, Intocáveis... Agora tenham a certeza que vocês não o são. São sim, nossos funcionários. São pagos com os nossos impostos e levantem as mãos para os céus, porque muitos dos que contribuem para pagar seus gordos salários recebem salário mínimo e quando muito tem somente 30 dias de férias por ano e utilizam o serviço médico do SUS; seus filhos estudam em escola pública. E qual é o salário de um magistrado? Quantos dias de férias tem por ano? Onde estudam os filhos destes? Quando ficam doentes, enfrentam toda a sorte do SUS? Pois é... o povo brasileiro é o patrão. E seus empregados, vivem somente de regalias... Regalias essas que seus patrões não tem. E na maioria das vezes, se  dividem em duas partes: a primeira é formada dos que se julgam serem deuses e a outra é formada dos que tem certeza que o são. Uma pena terem garantidos seus empregos, afinal, funcionários assim eu preferiria demitir.

Segue o texto do UOL:


A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira manter os poderes de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Por 6 votos a 5, a decisão reconheceu a autonomia do órgão em abrir investigações contra magistrados sem depender de corregedorias locais.
A decisão contraria liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello no fim do ano passado, atendendo pedido feito pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que tentava fazer valer a tese de que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) só poderia investigar magistrados após processo nas corregedorias dos tribunais estaduais.
Iniciado ontem, o julgamento sobre a atuação do CNJ provocou intenso debate no plenário.
"Até as pedras sabem que as corregedorias [locais] não funcionam quando se trata de investigar seus próprios pares", afirmou o ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da chamada "competência concorrente" do CNJ.
"As decisões do conselho passaram a expor situações escabrosas no seio do poder judiciário nacional", concordou Joaquim Barbosa, também afirmando que, por esse motivo, houve "uma reação corporativa contra o órgão, que vem produzindo resultados importantíssimos no sentido de correção das mazelas".
A discussão girou em torno de duas teses distintas. A primeira, que prevaleceu, afirmava que o CNJ deve ter amplo poder de investigar e, inclusive, de decidir quando os processos devem correr nos tribunais de origem.
Sérgio Lima/Folhapress
Ministros no plenário do STF durante a sessão do STF que julgou ação sobre o CNJ
Ministros no plenário do STF durante a sessão do STF que julgou ação sobre o CNJ
"Uma coisa é declinar da competência, outra é ser privado de sua competência", argumentou Ayres Britto. Além dele, de Mendes e Joaquim, também votaram assim os colegas Rosa Weber,Cármen Lúcia e José Antonio Dias Toffoli.
Já a segunda tese, encabeçada por Marco Aurélio Mello (relator do caso e autor da liminar que suspendeu, no final de dezembro, os poderes originários de investigação da instituição), afirmava que investigações contra magistrados devem ser, prioritariamente, ocorrer nas corregedorias dos Estados.
Com ele, votaram Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e o presidente da Corte, Cezar Peluso.
SESSÃO PÚBLICA
Durante o julgamento, os ministros decidiram analisar ponto por ponto do que foi contestado na ação da AMB.
Entre os itens discutidos, o Supremo manteve o entendimento de que todos os julgamentos de magistrados devem acontecer em sessão pública.
Os ministros entenderam que é constitucional a parte da resolução do CNJ que estabelece a publicidade de todas as sessões que julgam processos disciplinares. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), autora da ação contra o conselho, argumentava que, nos processos que pedem a punição de "advertência" e "censura" de juízes, as sessões deveriam ser secretas. Isso porque a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nancional) define que essas duas sanções tem caráter sigiloso.
Os ministros também afirmaram que o CNJ não pode definir onde os magistrados devem responder administrativamente, quando processados em seus respectivos tribunais.
A AMB questionou o fato de o CNJ ter escrito em sua regulamentação que as corregedorias devem apurar irregularidades cometidas por juízes de primeiro grau, enquanto as presidências devem investigar os desembargadores e que ambos devem avisar o conselho quando decidirem arquivar os processos. Neste caso, os ministros afirmaram que cada tribunal deve realizar internamente essa "divisão de atribuições".
O STF, no entanto, não suspendeu os artigos questionados, mas proferiu a chamada "interpretação conforme". Ou seja, definiu que a resolução do CNJ é constitucional, ao definir que os tribunais devem apurar as irregularidades e avisar o conselho quando decidirem arquivar os casos, mas não poderia dizer que os corregedores atuarão em alguns casos e os presidentes em outro -- referindo-se apenas ao "órgão competente" responsável pelo processo.
Fonte: UOL

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – 27 de janeiro de 2012

Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2012.

“Um milhão e meio de crianças judias morreram no Holocausto — vítimas da perseguição de nazistas e seus apoiadores. Dezenas de milhares de outras crianças também morreram. Isso incluía pessoas com deficiência assim como ciganos Romas e Sintos. Todos foram vítimas de uma ideologia inspirada pelo ódio que os classificou como “inferiores”.
Nesse ano, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é dedicado às crianças — meninas e meninos que tiveram que enfrentar o terror e o mal absoluto. Muitos ficaram órfãos da guerra ou foram arrancados de suas famílias. Muitas morreram de fome, doenças ou nas mãos de quem lhes maltratou. Nunca saberemos como essas crianças poderiam ter contribuído para o nosso mundo.
E entre os sobreviventes, muitos estavam demasiadamente abalados para contar suas histórias. Hoje, queremos dar voz a esses relatos. É por isso que as Nações Unidas continuam a transmitir os ensinamentos universais tirados do Holocausto. E é por isso que nós nos esforçamos para promover os direitos e as aspirações de todas as crianças todos os dias em todo o mundo.
É por isso também que continuaremos a nos inspirar no magnífico exemplo de quem se destacou por suas ações humanitárias como Raoul Wallenberg, neste ano em que celebramos o seu centenário de nascimento.
Hoje, ao recordar todos aqueles que perderam sua vida no Holocausto — desde crianças até adultos –, peço que todas as nações protejam os mais vulneráveis, independente de raça, cor, gênero ou religião.
As crianças são especialmente vulneráveis ao pior da humanidade. Devemos mostrar-lhes o melhor que este mundo tem para oferecer. Obrigado.”
_______________________
Produção: Departamento de Informação Pública (DPI) das Nações Unidas. Tradução e legendas: Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lei de Reforna do Congresso (Emenda da Constituição do Brasil)


Acabei de receber no meu e-mail a seguinte mensagem, imagino não ser real em função dos termos, mas achei super interessante se algo do gênero realmente existisse e fosse aprovado. Leiam e comentem (podem copiar e enviar via e-mail também)...




Lei de Reforma do Congresso (emenda da Constituição do Brasil)
1. O congressista será assalariado somente durante o mandato. E não terá aposentadoria proveniente somente pelo mandato.
2. O Congresso contribui para o INSS. Todo a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. O Congresso participa dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

3. Congresso deve pagar seu plano de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

4. Congresso deixa de votar seu próprio aumento de salário.



5. Congresso perde seu seguro atual de saúde e participa do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro (SUS).

6. Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõem ao povo brasileiro.
7. Todo filho de congressista que estiver em idade escolar, deverá utilizar as escolas públicas até o final do ensino médio, tendo assim, o mesmo grau de instrução de todos os brasileiros.

8. Servir no Congresso é uma honra, não uma carreira. Parlamentares devem servir os seus termos (não mais de 2), depois ir para casa e procurar emprego. Ex-congressista não pode ser um lobista.

Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem.
A hora para esta emenda na Constituição é AGORA.
É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO. Se você concorda com o exposto, REPASSE, senão, basta esquecer... Mas comente...

sábado, 26 de novembro de 2011

Falece o Diretor Presidente da União dos Escoteiros do Brasil, Região São Paulo

Fonte: UEB-Região São Paulo

NOTA DE FALECIMENTO

É com imenso pesar que a Diretoria da Região Escoteira de São Paulo comunica o falecimento de seu Diretor Presidente, Carlos Alberto Guimarães Battisti, aos 51 anos, na madrugada de 26 de novembro às 04h00 de infarto do miocárdio, em sua residência.

Carlos Alberto Guimarães Battisti
o   Nasceu em 31/10/1960, em São Paulo, capital.
o   Educado formalmente até a conclusão do segundo grau pelos Irmãos Salesianos.
o   Formado em Administração de Empresas, MBA em Gestão de T.I.
o   Executivo de Tecnologia de Informação, tendo sido diretor de T.I. dos Bancos Finasa, Mercantil de São Paulo, Finasa Seguradora, Banco Mercantil Internacional Luxemburgo, e executivo de Gestão de T.I. do Banco Bradesco.
o   Fez parte do Movimento Escoteiro desde 1970, Foi fundador e presidente de vários Grupos Escoteiros, e ocupou várias diretorias na União dos Escoteiros do Brasil.
o   Fundou a Ordem da Flor-de-Lis de São Paulo, responsável pelo suporte  financeiro da União dos Escoteiros do Brasil.
o   Foi presidente do conselho de administração do Instituto Cidadania Ativa, que educa complementarmente crianças em estado de vulnerabilidade no Estado de São Paulo.
o   Diretor Presidente da União dos Escoteiros do  Brasil – Região de  São Paulo na recente gestão.

Possuindo as seguintes condecorações escoteiras:
ü  Medalha de Bons Serviços Grau Ouro
ü  Medalha de Gratidão Grau Ouro
ü  Medalha Cruz de São Jorge
ü  Medalha de Tiradentes

Alto membro da Grande Loja Maçônica do Estado  de São Paulo, pertencendo a diretoria de infância e juventude da mesma.

Escotista e Dirigente de grande valor, fará muita falta entre nós.  Que esteja em paz no Grande Acampamento.

Diretoria Regional

O Sepultamento se deu na tarde de hoje em Itú/SP. O Grupo Escoteiro Guardiões da Fênix lamenta profundamente a perda deste grande chefe.

Segue abaixo comunicação oficial da UEB/SP sobre o Luto Institucional para todas as unidades escoteiras da região:

"Considerando, a LEI 5.700 quando em luto nacional ou regional que as bandeiras sejam hasteadas a meio mastro e onde neste caso, Presidente ou Governador, decretem o ato.
O Diretor Presidente em exercício, Sr. Álvaro Tavares Gomes de Sousa, orienta que: nos hasteamentos que ocorrerão na data de hoje e na semana seguinte, que apenas a bandeira da Região Escoteira, as bandeiras dos Distritos, as bandeiras dos Grupos Escoteiros e as bandeiras das Seções Escoteiras sejam hasteadas a meio mastro; estabelece também o luto institucional de 7 dias, a partir da data de hoje, em homenagem e respeito ao Diretor Presidente Carlos Alberto Guimarães Battisti.

Atenciosamente,

Álvaro Tavares Gomes de Sousa
Diretor Presidente UEB-SP em exercício"

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

LG e sua REDE de Assistência Técnica para São Paulo

Comprei há menos de dois meses um celular dual chip da LG e o mesmo simplesmente "apagou" (engraçado, esperava isso dos 'Xing Ling' da vida, anyway...). Entrei no site da LG e procurei a Rede Autorizada para levar o aparelho, e para minha surpresa, em São Paulo/Capital há SOMENTE 3 autorizadas!! Uma cidade do porte de São Paulo com apenas essas... Estranhei, imaginei que o site estivesse equivocado e entrei no Chat da empresa, vejam o que aconteceu:
De posse de uma educação no mínimo duvidosa, a atendente me disse que somente há 3 e sempre no final de alguma resposta já me perguntava se era somente isso, demonstrando que  queria cair fora o mais rápido possível da conversa, perguntei a ela se havia em São Caetano e nada... para atender a região metropolitana, somente 3 endereços (2 na zona sul e 1 na zona oeste).
Pois é gente, como eu ouví dizer, fama não quer dizer que há confiança... Vejo que os Xing Ling, apesar de serem descartáveis, ao menos não te deixam na mão porque você sabe que eles não duram... O ruim é gastar mais e na hora que precisa de um apoio, o apoio não existe!
Não concordo com pirataria, mas se até os produtos originais não estão nem aí pra te prestar um bom serviço... Viva os Xing Ling...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aprenda a fazer bolo de laranja com calda de chocolate por R$ 5,70

Fonte: G1 SP

Receita mostrada no Cozinha Popular, do SPTV, usa uma laranja inteira.
Dica é da chef gaúcha Laura Estima.

O quadro Cozinha Popular, do SPTV desta quinta-feira (13), ensina a receita de bolo de laranja com calda de chocolate. A sugestão é da chef de cozinha gaúcha Laura Estima. O prato usa uma laranja inteira. Os ingredientes para 15 porções são:

Para a massa:
- 4 ovos
- ½ xícara de açúcar
- 1 xícara de leite
- 1 xícara de óleo
- 1 laranja
- 2 xícaras de farinha
- 1 colher de sopa rasa de fermento

Cobertura:
- 8 colheres de sopa de achocolatado
- 6 colheres de sopa de açúcar
- 1 colher de sobremesa de margarina
- 1 xícara de leite

A receita é fácil, preparada no liquidificador. Coloque os quatro ovos, a xícara de leite e a de óleo. “Pode ser óleo de girassol, de soja, canola, como você preferir. O resultado será o mesmo”, orienta Laura. Depois, acrescente a laranja inteira, mas sem a parte branca do meio e sem a semente, pois eles deixam o gosto um pouco amargo.

Corte a laranja em quatro, tire o que não precisa e pique em pedaços menores para facilitar. Coloque no liquidificador e bata tudo. A mistura vai para a tigela junto com os ingredientes secos. A forma deve ser untada com manteiga e farinha.

Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 15 minutos, baixando para 180ºC por mais 20 minutos. Enquanto a massa assa, prepare a cobertura.

Na panela, coloque o açúcar e o achocolatado. “Se for chocolate em pó, são seis colheres”, diz Laura. Depois, acrescente a manteiga e o leite. Dissolva antes de ir ao fogo médio e mexa devagar. Após ferver, baixe o fogo e deixe por mais 5 minutos. O ponto é a calda ficar grossa.

Depois da massa esfriar um pouco, desenforme com cuidado. Espalhe a calda de chocolate e decore com fatias de laranja. O custo total do prato é de R$ 5,70.

Israel em Festa: Iminente acordo para libertação de Gilad Shalit - Cruz Vermelha se oferece para ajudar.

Fonte: Rua Judaica - Extra

*Por Avi Dichter - Trazer nossos filhos para casa é um supremo valor

Soldados capturados são trazidos para casa, se eles estão vivos ou mortos.

Isso é o que nos foi ensinado, e é isso que ensinamos aos nossos soldados. Em nossas muitas centenas de horas em território inimigo, sempre foi claro para os meus colegas, os soldados e comandantes, e para mim, que se o pior acontecer - e nós estávamos muito perto de isso acontecer mais de uma vez - o Estado de Israel nos levaria para casa, aconteça o que acontecer.

Nem linhas vermelhas que não possam ser cruzadas, nem outras limitações, nos impedirão de trazer nossos filhos para casa. Para aqueles casos raros, em que não pudemos defender nosso objetivo implícito, ainda que obrigatório, com os nossos soldados, sofremos todos os dias (Ron Arad e outros). Em muitos outros casos, nós fizemos a nossa obrigação, e esta é fonte de orgulho nacional e pessoal.

Quando se preparam operações para retornar prisioneiros ou reféns, todos estão conscientes de que, juntamente com a chance de leva-lo para casa vivo, há também um risco, não insignificante, de fracasso. O preço do fracasso é sentido do nosso lado, e talvez até a vida do refém fica arriscada . As muitas operações que foram realizadas ao longo das últimas décadas foram preenchidos com grandes sucessos (incluindo o ataque a Entebbe e outros), bem como falhas contundentes (o massacre de Maalot em 1974, a morte do soldado seqüestrado Naassom Waxman e outros).

Na ausência de condições ideais de operação (principalmente de inteligência), o acordo para libertar Shalit em troca da libertação de terroristas, e outros assassinos, é a única opção disponível, excluindo a opção de não trazer para casa os soldados. Enquanto uma superpotência como os EUA podem escolher esta opção, nós não podemos.

Gilad Shalit será trazido de volta em uma negociação com preço pesado – deixando livres terroristas e assassinos que massacraram o melhor de nossos cidadãos e soldados de combate. A "opção americana" não é uma opção para nós. Nós devemos retornar Gilad Shalit não apenas por causa de sua família. Seu retorno envia uma mensagem crítica para os milhares de soldados que arriscam suas vidas, todos os dias, alguns deles em níveis de risco que o público não está nem ciente.

Para aqueles que tiveram a decisão de trazer Gilad Shalit de volta – muito bem feito.
*O escritor é um MK (Deputado) do partido Kadima e ex-chefe da Agencia de Segurança de Israel(Shin Bet).


Cruz Vermelha atuará na troca de presos entre Hamas e Israel
Fonte: Folha de São Paulo - DA REUTERS, EM GENEBRA

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se ofereceu para intermediar a troca do soldado israelense Gilad Shalit por prisioneiros palestinos e está em conversações com Israel e o Hamas, que governa a faixa de Gaza, disse um porta-voz do comitê nesta quinta-feira.
"O CICV atuará como intermediário neutro se as duas partes concordarem em pedir os serviços humanitários da organização, para facilitar a transferência de detentos libertados", disse à Reuters o porta-voz do CICV Marcal Izard.
Israel e o Hamas chegaram a um acordo, mediado pelo Egito e pela Alemanha, para trocar mais de mil prisioneiros palestinos por Gilad Shalit, soldado que é mantido cativo na faixa de Gaza desde junho de 2006.
Os pais de Shalit, Noam e Aviva Shalit, vêm se reunindo ao longo dos anos com autoridades na sede do CICV em Genebra.
Em junho, no quinto aniversário da captura do soldado por militantes palestinos, que chegaram a Israel por um túnel, o CICV divulgou um apelo público incomum, pedindo ao Hamas que fornecesse provas de que Shalit estava vivo e permitisse contato dele com sua família, como exigem as leis humanitárias internacionais.
A agência humanitária internacional já facilitou trocas anteriores de prisioneiros entre os governantes islâmicos e o Estado judaico.

sábado, 17 de setembro de 2011

Exodus - Leon Uris

 


Para quem ainda não leu, vale a pena... Esse clássico inspirou o filme de Otto Preminger (encontrei o filme somente em espanhol e são mais de 3 horas..., digno de Gandhi).
Conta a história dos judeus no pós II Guerra Mundial, creio que muita gente crê que com o final desta, os judeus foram libertos e todos seguiram seus caminhos felizes e contentes... Se você é um desses, não perca a chance de ter um conhecimento maior. Não... a luta do povo judeu continuou em outro campo de concentração, dessa vez nas mãos dos "Aliados".
Expõe também que a criação do Estado de Israel era exigida muito antes da própria II Guerra Mundial e o então protetorado britânico vinha "cozinhando" os judeus para não irritar os árabes, que viviam (como o fazem até hoje) descumprindo acordos de todos os tipos.
Há uma edição de bolso de quase 900 páginas, se você é um leitor que lê por página então esqueça. Agora se você é daqueles leitores que "comem" livros, fica a dica, é um livro que te prende e enquanto você não chegar ao fim, não vai sossegar.
Boa leitura!

Comentem!

sábado, 10 de setembro de 2011

Yerushalaim Shel Zahav


Roberto Carlos canta em Jerusalém uma das canções mais famosas do povo hebreu, o chamado segundo hino nacional, Yerushalayim Shel Zahav (Jerusalém de Ouro). Abaixo a letra e sua tradução, em seguida o vídeo da apresentação.


Yerushalayim Shel Zahav

Avir harim tsalul k'yayin
Vereiyach oranim
Nissah beru'ach ha'arbayim
Im kol pa'amonim.

U'vtardemat ilan va'even
Shvuyah bachalomah
Ha'ir asher badad yoshevet
Uvelibah - chomah.

Refrão:
Yerushalayim shel zahav
Veshel nechoshet veshel or
Halo lechol shirayich Ani kinor.

Chazarnu el borot hamayim
Lashuk velakikar
Shofar koreh behar habayit
ba'ir ha'atikah.
Uvme'arot asher baselah
Alfei shmashot zorchot
Nashuv nered el Yam Hemalach
B'derech Yericho

Refrão:
Yerushalayim shel zahav
Veshel nechoshet veshel or
Halo lechol shirayich Ani kinor.

Ach bevo'i hayom lashir lach
Velach likshor k'tarim
Katonti mitse'ir bana'ich
Ume achron ham'shorerim.

Ki shmech tsorev et hasfatayim
Keneshikat saraf
Im eshkachech Yerushalayim
Asher kulah zahav.

Refrão:
Yerushalayim shel zahav
Veshel nechoshet veshel or
Halo lechol shirayich Ani kinor.

Jerusalém de Ouro

O vento das montanhas, claro como o vinho
E o cheiro dos pinheiros
É levado pela brisa do crepúsculo
Junto com o som dos sinos.

E no sono profundo da árvore e da pedra,
Presa em um sonho,
Está a cidade solitária
E no seu coração - um muro.

Jerusalém de ouro,
de bronze e de luz
porque não ser eu o violino para todas as tuas canções?

Voltamos aos poços de água,
Ao mercado e à praça
O Shofar chama no monte do Templo,
Na cidade velha.
E em cavernas nas montanhas
Milhares de sóis brilham
Descemos novamente ao Mar Morto
Pelo caminho de Jericó

Jerusalém de ouro,
de bronze e de luz
porque não ser eu o violino para todas as tuas canções?



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vaccareza é contra o fim do Voto Secreto


Com a justificativa que até nos Estados Unidos há voto e sessão secreta. Como se os Estados Unidos fossem um bom exemplo, afinal eles nem elegem diretamente o presidente da república e seus sistema de votação é uma bagunça enorme. Cada um no seu quadrado e no seus sistema, cada desculpa que esses PTralhas usam...
Por que será que eles não fazem um plebiscito para saber o que o povo acha?
Ah, vão dizer que o povo não tem cultura suficiente para entender o que só eles querem... Mas para votar neles e continuar o peculato, isso o povo sabe, né?
Vejam a matéria do UOL sobre a entrevista desse senhor... Atenção, no final ele diz "Consciência" e a maioria dos deputados tem ou sabe o que é? Wow!!!
Comentem...

Abraços

Nilton

Choro e Lágrimas, bem que poderiam ser do povo brasileiro, mas não... São dos corruptos!

Altos salários, passagens aéreas, verbas de gabinete (sem contar todas as outras mordomias), aquilo que, pelo menos uma vez na vida, já oferecemos a uma pessoa amada ou desejada ..."Casa, comida e roupa lavada" (afinal, você já deve ter oferecido isso a alguém, e que atire a primeira pedra quem não o fez...).
Se não bastasse tudo isso, como um(a) prostituto(a), do mais baixo nível, a pessoa que colocamos pra dentro de nossa casa ainda nos rouba!
É o que sinto quando olho pra Brasília.
Aprendí que o exemplo vem de cima... Que exemplo temos de nossa classe política? Por mim, ao invés de construirmos diversos presídios, eu cercaria o plano piloto e o setor dos ministérios da capital e dois novos Carandirú (com direito a 'limpezas' como no filme...), anyway, creio que com essa cerca, poderíamos não prender a grande maioria dos criminosos do Brasil, mas com certeza, o que se economizaria...
O corporativismo chega num ponto que poderia ser uma comédia, se não fosse tão trágico e patético. O choro dos políticos de Brasília são dignos de prêmios nível 'Fernanda Montenegro' (que ela me perdoe, mas ela é um ícone de atuação, somente nisso, não pelo moral de nossos políticos). Vejam o que publicou o UOL no comentário da absolvição da Jaqueline Roriz e outros...
Amo minha pátria e ser brasileiro, mas me envergonho dos políticos que temos.

Comentem...

Abraços

Nilton

Os PTralhas querem atacar novamente! Querem MAIS um imposto.


Claro que se gostássemos, ele não se chamaria "Imposto", já que nos é jogado goela abaixo...
Mas me recordo que quando foi criado a CPMF (um 'imposto' com nome de contribuição temporária), o PT foi o primeiro a gritar; depois quando estava no governo, prorrogou o quanto pode e tentou recria-lo, felizmente sem sucesso.
Agora, estão querendo criar um Imposto para 'curar' o sistema de saúde, inclusive legalizando jogos para isso... Ué, a história se repete... E como diz aquele velho ditado: "A merda é sempre a mesma, só mudam as moscas". Vejam o que a reportagem do UOL apurou UOL entrevista...
Comentem! E me digam se estou errado...

Abração

Nilton

domingo, 28 de agosto de 2011

Presença judaica na língua portuguesa


Jane Bichmacher de Glasman, professora e escritora

O objetivo do trabalho é apresentar alguns exemplos de influência judaica na língua portuguesa, a partir de uma ampla pesquisa sócio-linguística que venho desenvolvendo há anos. A opção por judaica (e não hebraica) deve-se a uma perspectiva filológica e histórica mais abrangente, englobando dialetos e idiomas judaicos, como o ladino (judeu-espanhol) e o ídish (alemão), entre os mais conhecidos, além de vocábulos judaicos e expressões hebraicas que passaram a integrar o vernáculo a partir de subterfúgios e/ ou corruptelas, cuja origem remonta à bagagem cultural de colonizadores judeus, cristãos-novos e marranos. Há uma significativa probabilidade estatística de brasileiros descendentes de ibéricos, principalmente portugueses, terem alguma ancestralidade judaica. A base histórica para tal é a imigração maciça de judeus expulsos da Espanha, em 1492, para Portugal, devido à contigüidade geográfica e às promessas (não cumpridas) do Rei D. Manuel I, que traziam esperança de sua sobrevivência judaica como tal. Mesmo com a expulsão de Portugal em 1497, os judeus (além dos cristãos-novos e dos cripto-judeus ou marranos) chegaram a constituir 20 a 25% da população local.
Sefaradim (de Sefarad, Espanha, da Península Ibérica) procuraram refúgio em países próximos no Mediterrâneo, norte da África, Holanda e nas recém-descobertas terras de além-mar nas Américas, procurando escapar da Inquisição. Até hoje é controversa a origem judaica ou criptojudaica de descobridores e colonizadores do Brasil, para onde imigraram incontáveis cristãos-novos, alternando durante séculos uma vida como judeus assumidos e marranos, praticando o judaísmo secretamente (fora os que permaneceram efetivamente católicos), de acordo com os ventos políticos, sob o domínio holandês ou a atuação da Inquisição, variando de um clima de maior tolerância e liberdade à total intolerância e repressão. Comparando apenas sob o ponto de vista cronológico, nem sempre lembramos que, enquanto o Holocausto na II Guerra Mundial foi tão devastador, especialmente nos quatro anos de extermínio maciço de judeus, a Inquisição durou séculos, pelo menos três dos cinco da história “oficial” do Brasil, isto é, após o descobrimento. Tantos séculos de medo, denúncias, processos e mortes, geraram, por um lado, um ambiente psicológico de terror para os judeus e cristãos novos no Brasil; por outro, um anti-semitismo evidente ou subliminar que permaneceu arraigado na população, inclusive como autodefesa e proteção. Uma característica do comportamento de cristãos-novos “suspeitos” foi procurar ser “mais católicos do que os católicos”, buscando sobreviver à intolerância e determinando práticas sócio-culturais e lingüísticas.
A citada alternância entre vidas assumidamente judaicas e marranas, praticando judaísmo em segredo, com costumes variados, unificados pela “camuflagem” de seu teor judaico, gerou comportamentos e aspectos culturais (abrangendo rituais, superstições, ditados populares, etc.) que se arraigaram à cultura nacional. A maioria da população desconhece que muitos costumes e dizeres que fazem parte da cultura brasileira têm sua origem em práticas criptojudaicas. Apresentarei alguns exemplos bem como suas origens e explicações, a partir da origem judaica “marrana”.
“Gente da nação” é uma das denominações para designar marranos, judeus, cristãos-novos e cripto-judeus, embora existam diferenças entre termos e personagens.
Cristãos-novos foi denominação dada aos judeus que se converteram em massa na Península Ibérica nos séculos XIII e XIV; é preconceituosa devido à distinção feita entre os mesmos e os “cristãos-velhos”, concretizado nas leis espanholas discriminatórias de “Limpieza de Sangre” do século XV.
Criptojudeus eram os cristãos-novos que mantiveram secretamente seu judaísmo. Gente da nação era a expressão mais utilizada pela Inquisição e Marranos, como ficaram mais conhecidos. Embora todos fossem descendentes de judeus, só poucos voltaram a sê-lo, e em países e épocas que o permitiram.
O próprio termo “marrano” possui uma etimologia diversificada e antitética. Unterman (1992: 166), conceitua de forma tradicional, como “nome em espanhol para judeus convertidos ao cristianismo que se mantiveram secretamente ligados ao judaísmo. A palavra tem conotação pejorativa” geralmente aplicada a todos os cripto-judeus, particularmente aos de origem ibérica. Em 1391 houve uma maciça conversão forçada de judeus espanhóis, mas a maioria dos convertidos conservou sua fé. Já Cordeiro (1994), com base nas pesquisas de Maeso (1977), afirma que a tradução por “porco” em espanhol tornou-se secundária diante das várias interpretações existentes na histografia do marranismo. Para o historiador Cecil Roth (1967), marrano, velho termo espanhol que data do início da Idade Média que significa porco, aplicado aos recém-convertidos (a princípio ironicamente devido à aversão judaica à carne de porco), tornou-se um termo geral de repúdio que no século XVI se estendeu e passou a todas as línguas da Europa ocidental.
A designação expressa a profundidade do ódio que o espanhol comum sentia pelos conversos com quem conviviam. Seu uso constante e cotidiano carregado de preconceito turvou o significado original do vocábulo. Em “Santa Inquisição: terror e linguagem”, Lipiner (1977) apresenta as definições: “Marranos: As derivações mais remotas e mais aceitáveis sugerem a origem hebraica ou aramaica do termo. Mumar: converso, apóstata. Da raiz hebraica mumar, acrescida do sufixo castelhano ano derivou a forma composta mumrrano, abreviado: Marrano. Tratar-se-ia, pois de um vocábulo hebraico acomodado às línguas ibéricas. Marit-áyin: aparência, ou seja, cristão apenas na aparência. Mar-anús: homem batizado à força. Mumar-anus: convertido à força. Contração dos dois termos hebraicos, mediante a eliminação da primeira sílaba”. Anus, em hebraico, significa forçado, violentado.
Antes de exemplificar a contribuição lingüística marrana, convém ressaltar que a vinda dos portugueses para o Brasil trouxe consigo todos os empréstimos culturais e lingüísticos que já haviam sido incorporados ao cotidiano ibérico, desde uma época anterior à Inquisição, além de novos hábitos e características; muitas palavras e expressões de origem hebraica foram incorporadas ao léxico da língua portuguesa mesmo antes de os portugueses chegarem ao Brasil. Elas encontram-se tão arraigadas em nosso idioma que muitas vezes têm sua origem confundida como sendo árabe ou grega. Exemplo: a “azeite”, comumente atribuída uma origem árabe por se assemelhar a um grande número de palavras começadas por “al-” (como alface, alfarrábio, etc.), identificadas como sendo de origem árabe por esta partícula corresponder ao artigo nesta língua. O artigo definido hebraico é a partícula “a-” e “azeite” significa, literalmente, em hebraico “a azeitona” (ha-zait).
Apesar da presença judaica por tantos séculos, em Portugal como no Brasil, as perseguições resultaram também em exclusões vocabulares. A maior parte dos hebraísmos chegou ao português por influência da linguagem religiosa, particularmente da Igreja Católica, fazendo escala no grego e no latim eclesiásticos, quase sempre relacionados a conceitos religiosos, exemplos: aleluia, amém, bálsamo, cabala, éden, fariseu, hosana, jubileu, maná, messias, satanás, páscoa, querubim, rabino, sábado, serafim e muitos outros. Algumas palavras adotaram outros significados, ainda que relacionados à idéia do texto bíblico. Exemplos: babel indicando bagunça; amém passando a qualquer concordância com desejos; aleluia usada como interjeição de alívio.
O preconceito marca palavras originárias do hebraico usadas de forma depreciativa, como: desmazelo (de mazal – negligência, desleixo), malsim (de mashlin – delator, traidor), zote (de zot / subterrâneo, inferior, parte de baixo – pateta, idiota, parvo, tolo), ou tacanho (de katan – que tem pequena estatura, acanhado; pequeno; estúpido, avarento); além de palavras relacionadas a questões financeiras, como cacife, derivada de kessef = dinheiro. Dezenas de nomes próprios têm origem hebraica bíblica, como: Adão, Abraão, Benjamim, Daniel, Davi, Débora, Elias, Ester, Gabriel, Hiram, Israel, Ismael, Isaque, Jacó, Jeremias, Jesus, João, Joaquim, José, Judite, Josué, Miguel, Natã, Rafael, Raquel, Marta, Maria, Rute, Salomão, Sara, Saul, Simão e tantos outros. Alguns destes, na verdade, são nomes aramaicos, oriundos da Mesopotâmia, como Abraão (Avraham), que se incorporaram ao léxico hebraico no início da formação do povo hebreu.
Podemos citar centenas de nomes e sobrenomes de judaizantes e números de seus dossiês, desde a instalação da Inquisição no Brasil, a partir dos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, e de livros como Wiznitzer (1966), Carvalho (1982), Falbel (1977), Novinsky (1983), Dines (1990), Cordeiro (1994), etc. Sobrenomes muito comuns, tanto no Brasil como em Portugal, podem ser atribuídos a uma origem sefardita, já que uma das características marcantes das conversões forçadas era a adoção de um novo nome. Muitos conversos adotaram nomes de plantas, animais, profissões, objetos, etc., e estes podem ser encontrados em famílias brasileiras, até hoje, em número tão grande que seria difícil enumerá-los. Exemplos: Alves, Carvalho, Duarte, Fernandes, Gonçalves, Lima, Silva, Silveira, Machado, Paiva, Miranda, Rocha, Santos, etc. Não devemos excluir a possibilidade da existência de outros sobrenomes portugueses de origem judaica. Porém, é importante ressaltar que não se pode afirmar que todo brasileiro cujo sobrenome conste dos processos seja descendente direto de judeus portugueses; para se ter certeza é necessária uma pesquisa profunda da árvore genealógica das famílias.
Há ainda algumas palavras e expressões oriundas do misticismo judaico, tão desenvolvido na idade média. O estudo do Talmud e da Cabalá trouxe também contribuições do aramaico, como a conhecida expressão “abracadabra”, que é tida pela nossa cultura como uma “palavra mágica” (num sentido fabuloso), mas que, na realidade pode ser traduzida como “criarei à medida que falo” (num sentido real e sólido para a cultura judaica). Algumas palavras também designam práticas judaicas ou formas de encobri-las, especialmente observável nos costumes alimentares. Por exemplo: os judeus são proibidos pela Torá de comer carne de porco, porque tem os cascos fendidos e não rumina, sendo, portanto, impuro. Para simular o abandono desse princípio e enganar espiões da Inquisição, os cristãos-novos inventaram as alheiras, embutidos à base de carne de vitelo, pato, galinha, peru – e nada de porco. Após algumas horas de defumação já podem ser consumidos. Da mesma forma, peixes “de couro” (sem escamas) não serviam para consumo. Passando às expressões, apresento alguns exemplos, sua origem e explicação:

– “Ficar a ver navios” – Em 1492 foi determinado que os judeus que não se convertessem teriam de deixar a Espanha até ao fim de julho. Centenas de milhares então se fixaram em Portugal. O casamento do rei D. Manuel com D. Isabel, filha dos Reis Católicos, levou-o a aceitar a exigência espanhola de expulsar todos os judeus residentes em Portugal que não se convertessem ao catolicismo, num prazo que ia de Janeiro a Outubro de 1497. O rei Dom Manuel precisava dos judeus portugueses, pois eram toda a classe média e toda a mão-de-obra, além da influência intelectual. Se Portugal os expulsasse logo como fez a Espanha, o país passaria por uma crise terrível. Na realidade D. Manuel não tinha qualquer interesse em expulsar esta comunidade, que então constituía um destacado elemento de progresso nos setores da economia e das profissões liberais. A sua esperança era que, retendo os judeus no país, os seus descendentes pudessem eventualmente, como cristãos, atingir um maior grau de aculturação. Para obter os seus fins lançou mão de medidas extremamente drásticas, como ter ordenado que os filhos menores de 14 anos fossem tirados aos pais a fim de serem convertidos. Então fingiu marcar uma data de expulsão na Páscoa. Quando chegou a data do embarque dos que se recusavam a aceitar o catolicismo, alegou que não havia navios suficientes para os levar e determinou um batismo em massa dos que se tinham concentrado em Lisboa à espera de transporte para outros países. No dia marcado, estavam todos os judeus no porto esperando os navios que não vieram. Todos foram convertidos e batizados à força, em pé. Daí a expressão: “ficaram a ver navios”. O rei então declarou: não há mais judeus em Portugal, são todos cristãos (cristãos-novos). Muitos foram arrastados até a pia batismal pelas barbas ou pelos cabelos.
– “Pensar na morte da bezerra”: frase tão comumente dita por sertanejos quando querem referir-se a alguém que está meditando com ares de preocupação: “está pensando na morte da bezerra”. Registram as denunciações e as confissões feitas ao Santo Oficio, a noção popular, naquele distante período, do que seria o livro fundamental do judaísmo: a Torá. De Torá veio Toura e depois, bezerra, havendo inclusive quem afirmasse ter visto em cara de alguns cristãos-novos, o citado objeto, com chifres e tudo.
– “Passar a mão na cabeça”, com o sentido de perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido, é memória da maneira judaica de abençoar de cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto pronunciava a bênção.
– Seridó, região no Rio Grande do Norte, tem seu nome originário da forma hebraica contraída: Refúgio dele. Porém, não é o que escreve Luís da Câmara Cascudo, indicando uma origem indígena do nome da região, de “ceri-toh”. Em hebraico, a palavra Sarid significa sobrevivente. Acrescentando-se o sufixo ó, temos a tradução sobrevivente dele. A variação Serid, “o que escapou”, pode ser traduzido também por refúgio. Desse modo, a tradução para o nome seridó seria refúgio dele ou seus sobreviventes.
– Passar mel na boca: quando da circuncisão, o rabino passa mel na boca da criança para evitar o choro. Daí a origem da expressão: “Passar mel na boca de fulano”.
– Para o santo: o hábito sertanejo de, antes de beber, derramar uma parte do cálice, tem raízes no rito hebraico milenar de reservar, na festa de Pessach (Páscoa), um copo de vinho para o profeta Elias (representando o Messias que virá, anunciado pelo Profeta Elias).
– “Que massada!” –usada para se referir a uma tragédia ou contra-tempo, é uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio coletivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.
– “Pagar siza” significando pagar imposto vem do hebraico e do aramaico (mas = imposto, em hebraico de misa, em aramaico).
– “Vestir a carapuça” ou “a carapuça serve para ...” vem da Idade Média inquisitorial, quando judeus eram obrigados a usar chapéus pontudos (ou com três pontas) para serem identificados.
– “Fazer mesuras” origina-se na reverência à Mezuzá (pergaminho com versículos de DT.6, 4-9 e 11,13-21, afixado, dentro de caixas variadas, no batente direito das portas).
– "Deus te crie" após o espirro de alguém é uma herança judaica da frase Hayim Tovim, que pode ser traduzido como tenha uma boa vida.
– “Pedir a bênção” aos pais, ao sair e chegar em casa, é prática judaica que remonta à benção sacerdotal bíblica, com a qual pais abençoam os filhos, como no Shabat e no Ano Novo.
– “Entrar e sair pela mesma porta traz felicidade” bem como o costume de varrer a casa da porta para dentro, costume arraigado até os dias de hoje, para “não jogar a sorte fora” é uma camuflagem do respeito pela Mezuzá, afixada nos portais de entrada, bem como aos dias de faxina obrigatória religiosa judaica, como antes do Shabat (Sábado, dia santo de descanso semanal) e de Pessach.
– “Apontar estrelas faz crescer verrugas nos dedos” era a superstição que se contava às crianças para não serem vistas contando estrelas em público e denunciadas à Inquisição, pois o dia judaico começa no anoitecer do dia anterior, ao despontar das primeiras estrelas, dado necessário para identificar o início do Shabat e dos feriados judaicos.
Para concluir, gostaria de mencionar um tema polêmico decorrente deste intercâmbio cultural-religioso: sua influência no português, em vocábulos que adquiriram uma conotação pejorativa e negativa. Os mais discutidos são: judeu, significando usurário, o verbo judiar (e o substantivo judiação) com o sentido de maltratar, torturar, atormentar. Seja sua origem a prática de “judaizar” (cristãos-novos mantendo judaísmo em segredo e/ ou divulgando-o a outros), seja como referência ao maltrato e às perseguições sofridas pelos judeus durante a Inquisição, o fato é que, sem dúvidas, sua conotação é negativa, e cabe a nós estudiosos do assunto e vítimas do preconceito, esclarecer a população e a mídia, alertando e visando à erradicação deste uso, não só pelo desgastado “politicamente correto”, que leva a certos exageros, mas para uma conscientização do eco subliminar de um longo passado recente, Pelo qual não basta o pedido de perdão, se não conduzir a uma mudança no comportamento social.


"Fonte: Jornal ALEF, da comunidade judaica (www.jornalalef.com.br)."

Onde quer que você esteja, feliz aniversário Gilad!


Gilad Shalit: 25 anos de vida


Informe da Wizo-Rio - Hoje, a Wizo-Rio, seu executivo e todas as suas ativistas, fazem coro ao povo judeu, em Israel e no mundo inteiro, em solidariedade a família Shalit. Não só seus pais, Noam e Aviva, e seus irmãos gostariam de comemorar. Celebrar com festa e canto o 25º aniversário de seu filho, e de seu irmão Gilad; nós, que no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro, trabalhamos pelo bem estar comunitário, pelo estreitamento de laços que une povos e nações, pelo status do gênero feminino, gostaríamos de acima de tudo e, principalmente hoje, estarmos como há 85 anos temos estado, defendendo e lutando pela vida e por isso, celebrando a vida. Gostaríamos como todas as mães, irmãs, tias, sobrinhas e primas, quem sabe? Vizinhos? Cantar e dançar como cabe a todos e a cada jovem em especial que celebra seu 25º ano de vida. Gostaríamos de assisti-lo terminar seus estudos, formar sua própria família, ingressar no mundo e no trabalho, e, acima de tudo, ter a felicidade de ver alguém feliz. Gostaríamos de vê-lo crescer, transformar-se em um adulto livre, liberto em suas opiniões, lutando e mantendo-se firme em suas convicções. E assim, ter a honra e a grandeza de assistir mais uma vez, a sonhos sendo realizados.Dos tantos e milhares de sonhos, que cada mãe e cada pai sonha para seus filhos, dos tantos e milhares de sonhos, que como chaverot ajudamos com nossa força voluntária, tornarem-se reais. Nesta semana, grandiosa na comunidade judaica do Estado, que com ventura assiste ao Coral da Paz, formado por jovens, ou participa de programações festivas nos colégios ou em finais de semana prolongados programados para jovens judeus, gostaríamos com humildade, que um pequeno minuto dentre todos estes minutos destes eventos, fosse dedicado em pensamento a Gilad Shalit, no dia de seu aniversário. Em mais um dia, em que sua juventude foi interrompida, em mais de quase seis anos em que se encontra longe dos seus, preso em cativeiro, já nem mais sabemos ou temos certeza? Vivo ou morto! Hoje e aqui, tal como um dia, se não nós? Quem? E se não agora? Quando? Nesta pequena homenagem, neste simples desejo, estaremos juntos, como sempre, nas alegrias e nas tristezas, dizendo a nosso soldado símbolo, o que ele gostaria de ouvir, o que todos gostaríamos de ouvir ao lhe dizer: Feliz aniversário, Gilad. Pode ser que Gilad, não nos ouça. Pode até ser, que não tenhamos mais outra chance como esta de lhe dizer. Mas e é com esta certeza, alguém haverá de nos escutar. E é com esta mesma certeza, que continuando a lhe lembrar, da forma que entendermos a melhor, estaremos, como sempre, permitindo-lhe e permitindo a cada homem da face da terra: Clamar pela liberdade! E deste modo, realizar seus sonhos, o sonho de cada um de nós, o seu direito à vida! Em homenagem a esta data, transcrevemos a todos a carta de Noam Shalit, lida esta semana, e dedicada a seu filho. Em nome de sua família, e em meio a sua dor, Noam, não desistiu. E assim como ele, nós também não desistiremos!
“Nosso querido Gilad,
Com o sol ardente a bater em nossas cabeças, na calçada junto à casa de primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, estamos tentando digerir o fato de que 1.890 dias se passaram e você ainda não está conosco. Estamos aqui nesta calçada por mais de um ano, tentando, com todo o nosso poder e utilizando todos os meios à nossa disposição para quebrar o muro de impermeabilidade que se ergueu entre nós e aqueles que ainda têm de ser convencidos depois de tantos dias, meses, anos e erros, que é hora de trazê-lo para casa. Que estamos aqui. Nós não desistimos, não nos rendemos, e não nos destroçarão! E não estamos sozinhos. Nosso querido Gilad, muitas , mas muitas pessoas que são estranhas a você, pessoas a que você nunca conheceu, pensam como nós, que é inconcebível falar de solidariedade social, da fortaleza nacional e de ter fé no Estado, e deixar-lhe abandonando a seu destino . Dia após dia, solitário e abandonado em masmorras do Hamas, há mais de meia década. Mais um dia de pesadelo. No verão passado dezenas de milhares marcharam para você, com a crença de que iria ficar definido finalmente o seu retorno. Este verão, dezenas de milhares marcharam nas ruas em protesto pedindo justiça social, o direito do público para viver e ganhar a vida com dignidade, e não só nós mas muitos estão conosco, adicionando ao que demandam para o seu direito de viver, também o seu tão básico direito humano de e à liberdade.
Nosso amado Gilad, sabemos que cada dia que passa é mais um dia de pesadelo, um dia de sofrimento impossível, dias e noites de solidão sufocante infinitas. Mas você deve acreditar que nós não esquecemos de você, nós não esquecemos o fato de que hoje (dia 28 de agosto), será o dia dos seus 25 anos, que este é o seu sexto aniversário em cativeiro, e que mais de um quinto de sua jovem vida foi gasto em um calabouço, um buraco cavado pelo Hamas. Sabemos que você não tem idéia de por que? Este pesadelo ainda não chegou a seu fim, e porque ainda devem os nossos esforços prosseguir para que venham a dar frutos. Esta foi a maneira que encontramos para sustentar as nossas vidas, que tornaram-se irreconhecíveis. Yoel seu irmão já graduou-se pelo Technion, e Hadas sua irmã mais nova está prestes a terminar o seu serviço militar. Era para estarmos felizes com isso, entretanto estamos com nossos corações sangrando diante da realidade de que você, está impedido de viver estes momentos de alegria. Com cada momento que passa, tentamos buscar uma resposta, conselhos sobre o que mais podemos fazer? O que resta para ser julgado? Como podemos convencer as pessoas que você não é apenas um cartaz, uma imagem de papelão ou até mesmo uma imagem que pode ser encontrada em qualquer lugar. Cada momento que passa lembramos a todos tanto aqui em Israel ou no exterior, que aqui você não se encontra, e que não deixamos de jamais perguntar, onde e se você ainda aí está?
Eles constantemente nos oferecem pedaços de esperança, dizendo-nos que fizeram progressos nas negociações, mas o que apenas vemos são os prisioneiros de Israel sendo libertados e em retorno à suas casas. Nós vemos o dinheiro e bens que continuam a fluir para as mãos daqueles que durante anos foram brutalmente lhe aprisionando. Vemos que as condições do Hamas, esta organização cínica, que prende você como uma arma secreta e de seus prisioneiros são melhoradas e apesar de todas as promessas ninguém consegue mudar e que em relação à sua condição, nada é mudado. E nossos corações se enchem de dor. Por quanto tempo mais ? Nos perguntamos. Enquanto os dias se passam a nossa preocupação com sua saúde, sua própria vida, aumenta. Declarações esfarrapadas e renovadas, irão provavelmente fazer o mesmo caminho de sempre, rumo ao gabinete do primeiro-ministro, com os habituais comentários e editoriais publicados nos jornais, através dos especialistas “do terror”, em nome do governo e de forma independente. Afirmações que vão nos dizer "estamos fazendo tudo em nosso poder" (cinco anos nos falando em “fazer tudo” que está em seu poder fazer) afirmações que continuarão a inspirar medo no público israelense, como se um acordo para sua liberação fosse trazer o terror de volta para Israel. Como se deixando-o esquecido, livre para seguir seu destino em Gaza, fosse impedir o país de centenas de futuros acidentes. Infelizmente, nem mesmo quando você por aí, onde não sabemos, os ataques terroristas mortais e as tentativas de realizar ataques terroristas continuam sem cessar. Seu sacrifício em nada muda a situação delicada e instável por que passa o nosso país. Fora isso, com o tempo que passa, somos cada vez mais testemunhas de que outras gerações, mais jovens que a sua, continuam a se alistar, tendo que cumprir seu serviço militar, e que cada vez mais fraco, vem se tornando o pacto firmado entre o Estado e seus soldados, o pacto que lhes garante o dever primário – de os trazer de volta para a sua casa, a cada soldado. Mesmo assim, nós não iremos nos desesperar! E desejamos que você também não! Porque juntos, seremos a única maneira de encontrar um modo que venha a trazer você de volta para a sua casa, para nós. Até breve , até amanhã! Com muito amor e saudade sem fim, mamãe e papai”.

"Fonte: Jornal ALEF, da comunidade judaica (www.jornalalef.com.br)."

sábado, 27 de agosto de 2011

A Letra P

Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...
O cara que escreveu isso é bom em português, mas deve ser maluco e dispõe de muito tempo.
Boa leitura!!! Autor: Anônimo.

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?